Integração com Tribunais
Além do próprio usuário poder fornecer uma chave de API para uso pela Apoia, cada tribunal tem a possibilidade de registrar uma ou mais chaves de API que ficarão automaticamente disponíveis para todos os usuários provenientes do tribunal em questão.
Atualmente, nesta modalidade, a Apoia suporta chaves de API dos seguintes provedores:
- Google Gemini
- Anthropic
- OpenAI
- Amazon Web Services - AWS
- Microsoft Azure
- DeepSeek
- OpenRouter
- On-Premises (modelos hospedados na infraestrutura do próprio tribunal)
Além de fornecer uma ou mais chaves de API, o tribunal também pode:
- Selecionar quais os modelos devem estar disponíveis para seus usuários.
- Informar limites diários de gastos por usuário e gerais, de modo que a Apoia proteja o contrato evitando gastos excessivos.
- Ampliar os limites de usuários específicos (power users).
- Publicar um comunicado aos usuários do tribunal (exibido na página inicial).
- Consultar o Dashboard de Uso, no qual são apresentadas a quantidade de utilizações e o gasto diário (veja Dashboard de Uso do Tribunal).
Para realizar a integração, o tribunal deve seguir as instruções abaixo.
Identifique os Códigos do Tribunal
Para identificar o tribunal, o primeiro passo é que algum usuário do tribunal em questão faça o login na Apoia utilizando as credenciais de login corporativo do CNJ (CPF e senha).
Depois de autenticado, o usuário deve apontar o navegador para:
https://apoia.pdpj.jus.br/api/env/court
Será então apresentados dois números: o seq_tribunal_pai e o seq_orgão. Estes números são os códigos do tribunal.
Se em vez de um número for apresentada uma mensagem de erro dizendo "Código do tribunal não encontrado", por favor, abra um chamado para o suporte relatando o problema.
Avalie a Identificação por Email
Em alguns casos, pode ser interessante solicitar que todos os email com determinada terminação devam ser redirecionados para seu órgão. Essa é uma estratégia interessante para garantir que mesmo os servidores requisitados tem acesso à chave de API.
No formulário de configuração do tribunal, esse vínculo é feito pelo campo "Terminações de e-mail do tribunal". Ele só deve ser preenchido quando se desejar desacoplar a configuração de um determinado órgão em relação ao seu nó superior no barramento da PDPJ: tribunais que atuam como órgãos-pai (como TRFs e TJs) devem mantê-lo em branco para que a regra se estenda automaticamente às suas subseções ou jurisdições vinculadas.
Selecione Provedores de IA e Modelos
Escolha entre os provedores acima quais que deseja disponibilizar para seus usuários.
Para cada provedor, selecione quais os modelos devem ser acessíveis. Lembre-se de que alguns modelos são especialmente caros e a Apoia envia muitos tokens (input) pois submete o texto das peças processuais à IA.
Atualmente, acreditamos que modelos como o gemini-3.7-flash e o gpt-5.4-mini são opções com bom custo benefício.
Note que alguns provedores requerem dados adicionais além da chave de API:\ - AWS: access-key, key-id e region;\ - Azure: api-key e resource-name (o resource-name pode ser algo do tipo "apoia-instance" ou uma url como "https://apoia-instance.openai.azure.com/openai/deployments")
Selecione Limites de Gasto
Como explicado anteriormente, a Apoia pode limitar o gasto diário de cada usuário e também o gasto geral. Uma sugestão de limites diários seria: 4 dólares por usuário e 200 dólares ao todo.
Cadastre-se como Gestor do Tribunal
Prepare um email com os seguintes dados:
- Códigos do tribunal (seq_tribunal_pai e seq_orgao);
- Nome e sigla do tribunal
- Nome completo, cargo e CPF do usuário responsável
- Telefone ou WhatsApp
Envie o email para apoia@trf2.jus.br com o assunto "Integração com Tribunal: [sigla]".
Utilize o Formulário de Configuração do Tribunal
Depois de receber os dados completos, o responsável será configurado no sistema como representante do tribunal e o TRF2 entrará em contato informando que o gestor está autorizado a fazer a configuração.
A configuração é feita na página "Configuração do Tribunal", disponível no menu do usuário (item "Configuração do Tribunal" para representantes; moderadores acessam pelo item "Tribunais" e podem selecionar qualquer tribunal). O representante gerencia apenas o próprio tribunal.
Veja no vídeo abaixo como realizar a configuração do tribunal.
Atenção: a alteração da configuração pode demorar 1 minuto ou mais para ser aplicada à Apoia. Por motivo de desempenho, a aplicação armazena esses dados em cache.
Contexto e Requisito de Acesso
O formulário de Configuração do Tribunal no sistema Apoia é a interface central onde o gestor regional administra os recursos de Inteligência Artificial Generativa para a sua jurisdição. O acesso a este painel é restrito a usuários previamente autorizados: os moderadores da Apoia e os representantes do tribunal nomeados a pedido do próprio tribunal. A gestão centralizada garante governança orçamentária, segurança de chaves, interoperabilidade com sistemas processuais e controle de modelos.
O formulário substitui as antigas variáveis de ambiente do configmap: a configuração fica armazenada no banco de dados da Apoia e tem precedência sobre os valores globais.
Gestão Corporativa de Chaves de API
A primeira seção destina-se ao cadastramento das chaves de API fornecidas pelas empresas mantenedoras dos modelos de linguagem, como Google, OpenAI, Anthropic e Azure. O gestor deve marcar o checkbox do provedor desejado e colar a chave correspondente.
Para proteger as credenciais do órgão, a plataforma encripta o segredo antes de gravá-lo no banco de dados. Após a gravação, o valor da chave não é reexibido na tela, impedindo a visualização por terceiros ou a cópia indevida do código. Caso seja necessário revogar ou trocar a credencial de um provedor, a seção "Segredos configurados" no rodapé do formulário lista as chaves gravadas e permite a exclusão definitiva do registro para que uma nova chave seja inserida.
Mapeamento Dinâmico de Modelos e Hierarquia de Prompt
A seção de modelos divide-se entre escolhas manuais para o usuário e o roteamento automático de prompts por perfis de complexidade.
Para a escolha manual, o formulário permite definir até quatro modelos principais ("Modelo 1" a "Modelo 4"). O primeiro funciona como o padrão da plataforma, enquanto os demais oferecem flexibilidade caso o tribunal opte por dar liberdade de escolha ao usuário final (que os vê na página "Modelo de IA", em /prefs).
Para a execução automatizada, o Apoia classifica suas requisições por perfis de complexidade: Padrão, Eficiente, Versátil e Premium. O perfil Eficiente abrange tarefas simples como resumos operacionais usando modelos mais baratos; o Versátil atende tarefas intermediárias; e o Premium destina-se a análises jurídicas complexas. Se não houver modelo configurado para o perfil solicitado, o fallback é o modelo Padrão — por isso, preencha ao menos o modelo Padrão.
Além disso, cada perfil contém variações baseadas no tipo de mídia recebida na requisição, categorizadas com as extensões para áudio MP3, arquivos PDF ou a combinação simultânea de MP3 e PDF. Isso é necessário porque nem todos os LLMs possuem capacidade multimodal para processar arquivos de som ou documentos pesados. Ao utilizar um modelo unificado com suporte nativo a mídia, como a família Gemini, o gestor pode preencher apenas o campo combinado, permitindo que a plataforma aplique o mecanismo de fallback e direcione automaticamente todas as requisições para essa opção.
Restrição de Acesso e Governança de Domínio
O controle de quem pode utilizar a infraestrutura do tribunal é feito por dois campos específicos.
O campo "Usuários autorizados a usar os modelos" permite restringir a utilização da API corporativa inserindo uma lista de CPFs separados por ponto e vírgula. Essa funcionalidade é recomendada durante fases de testes ou projetos piloto. Usuários cujo CPF não conste na lista ainda poderão utilizar a plataforma Apoia, mas deverão fornecer suas próprias chaves pessoais de API.
O campo "Terminações de e-mail do tribunal" associa automaticamente à configuração os usuários cujos e-mails terminam nos domínios informados (ex.: jfrj.jus.br), conforme explicado na seção "Avalie a Identificação por Email".
Conexões de Infraestrutura e Sigilo Processual
O formulário também gerencia os pontos de integração com a infraestrutura de dados e sistemas de processo eletrônico.
Por padrão, as consultas a dados de processos são direcionadas ao Data Lake da PDPJ. Caso o tribunal utilize integração direta com o eproc ou outro sistema de gestão processual interno, a URL da API do Data Lake corporativo deve ser informada para substituir o barramento nacional. O mesmo se aplica ao sistema SEI, onde a inserção do endereço do módulo específico do Apoia viabiliza a análise de processos administrativos (veja Modo Administrativo (SEI)). Há ainda a URL do Eproc para jurisprudência, que habilita a busca de jurisprudência do tribunal no Chat (em branco, a busca fica desabilitada).
Note que alguns provedores requerem dados adicionais além da chave de API:\ - AWS: access-key, key-id e region;\ - Azure: api-key e resource-name (o resource-name pode ser algo do tipo "apoia-instance" ou uma url como "https://apoia-instance.openai.azure.com/openai/deployments")
Quanto ao nível máximo de sigilo (há um campo geral e um específico para o SEI), o valor padrão é mantido no nível zero, equivalente a processos públicos, que é a limitação nativa do Data Lake da PDPJ. A alteração para níveis mais elevados de sigilo é restrita a ambientes que utilizam conexões diretas aos sistemas processuais e infraestruturas internas de inteligência artificial.
Definição de Limites Orçamentários e Consumo Diário
Para evitar custos imprevisíveis decorrentes do uso ostensivo das APIs, o formulário impõe travas de consumo diárias distribuídas em quatro variáveis principais: "Consultas por usuário", "Gastos por usuário (US$)", "Consultas do tribunal" e "Gastos do tribunal (US$)".
Esses limites atuam como um teto de segurança. Quando qualquer uma das métricas diárias é atingida, a plataforma interrompe novas chamadas sob a chave corporativa até a renovação do ciclo de 24 horas, protegendo o orçamento do órgão contra picos imprevistos de requisições.
Limites Ampliados para Usuários Específicos (Power Users)
Na seção "Limites diários", o checkbox "Limites ampliados para usuários específicos" expande três campos adicionais: a lista de CPFs com limites ampliados, o número de consultas por usuário (ampliadas) e o gasto por usuário (US$, ampliado). Os valores são compartilhados por todos os CPFs da lista.
Os limites ampliados substituem apenas os limites por usuário, e só nos eixos configurados — os limites globais do tribunal continuam valendo para todos. Os CPFs da lista também ganham acesso ao Relatório de Acervo usando a chave do tribunal, sem necessidade de chave própria (veja Relatório de Acervo).
Atenção: a alteração da configuração pode demorar 1 minuto ou mais para ser aplicada à Apoia. Por motivo de desempenho, a aplicação armazena esses dados em cache.
Comunicado aos Usuários
O campo "Comunicado aos usuários" (mensagem em markdown) exibe um aviso na página inicial dos usuários do tribunal, em um alerta amarelo. É útil para comunicar indisponibilidades, novas funcionalidades ou orientações de uso. Deixe em branco para não exibir nada.
Representantes do Tribunal
Moderadores também gerenciam, nesta mesma página, a lista de representantes do tribunal: a nomeação é feita pelo CPF e exige que o usuário já esteja vinculado ao tribunal. Representantes podem configurar o próprio tribunal, mas não nomear outros representantes.
Homologação e Testes Prévios
Antes de aplicar qualquer alteração em âmbito corporativo, a boa prática de gestão exige a validação individual das chaves de API e das capacidades dos modelos. O gestor deve testar as credenciais em seu painel pessoal de configurações de IA, onde é possível realizar chamadas de teste diretamente na interface de chat. Esse procedimento garante que erros de autenticação, falta de saldo na conta do provedor ou falhas de permissão sejam identificados e corrigidos antes da disponibilização dos modelos para todo o corpo funcional do tribunal.